Instituto de Estudos sobre o Modernismo

terça-feira, 12 de julho de 2011

«O Que o Turista Deve Ver» de Fernando Pessoa, com prefácio de Teresa Rita Lopes

 
 
 

Anúncio Importante - Convite

A Professora e investigadora Teresa Rita Lopes apresentará na próxima 3ª, dia 12 de Julho, no programa Câmara Clara, RTP 2, a seguir às Notícias das 22hrs, a reedição do Guia de Lisboa, de Pessoa, "O que o turista deve ver", descoberta do IEMO, como ela oportunamente explicará.

Livro do Desassossego de Fernando Pessoa - 9ª edição



Acaba de sair a 9ª edição do Livro do Desassossego de Fernando Pessoa realizada pelo investigador Richard Zenith. Esta edição presenteia o leitor com novidades relativamente a anteriores edições. O interessado que deseje adquiri-la poderá agora fazê-lo. 

Poesia de Alberto Caeiro - 3ª edição revista e aumentada



Os muitos admiradores de Alberto Caeiro podem ter acesso a uma nova edição da sua poesia que acaba de ser relançada pela Assírio & Alvim. Os responsáveis pela terceira edição do livro. A Poesia de Alberto Caeiro são os iemistas da primeira hora Fernando Cabral Martins e Richard Zenith.

 O Doutor Fernando Cabral Martins e o Doutor Richard Zenith presenteiam o leitor com dois ensaios esclarecedores e muito  originais no final do livro.

domingo, 10 de julho de 2011

Sobre a língua portuguesa (Teresa Rita Lopes)

    Não foi Pessoa, não senhor, quem disse que a língua é uma pátria. Junqueiro antecipou-se-lhe. E alguns outros o têm afirmado, cada um à sua própria maneira.
A verdade é que há entre as pessoas que falam a mesma língua materna uma funda irmandade que a cor da pele pode parecer desmentir. Ter a mesma língua materna é como ter mamado na mesma teta, é ter crescido para a vida sustentado pelo mesmo leite.
    A língua portuguesa e a cultura que, através dela, se manifesta é o nosso património mais precioso. Só ela nos fará durar para lá do nosso tempo e do nosso espaço. Mas pouco fazemos por isso. E não temos, disso, suficiente consciência.
    É voz corrente que o português anda deprimido com a imagem que as estatísticas da U.E. lhe dão de si próprio.  E uma nação precisa de ter o brio de ser quem é. Não somos bons para criar riqueza, está visto, para criar dinheiro a partir de dinheiro. Entre os reprodutores do capital ficamos sempre a perder. É que somos ainda meio campónios, para nós a criação só é concebível a partir de um ser vivo que se reproduza. Ao campónio que somos eu vou dizer que a nossa língua portuguesa é um cabedal que não cabe em conta bancária nenhuma : é uma galinha com muitos pintos – já que falamos de criação…- esses inúmeros falares a que deu vida pelo mundo fora.
    Além de nos projectar para lá da tacanhez do nosso rectângulo, o contacto praticado com esses diferentes falares pode ter o salutar efeito de rejuvenescer a nossa língua-mãe, menos maleável por ser mais velha. Infelizmente esse nosso contacto limita-se ao consumo de novelas brasileiras, através da televisão. É quase nada mas melhor que nada: podemos assim sentir a “gostosura”  que a nossa língua pode ter quando falada  por brasileiros. É que o português do Brasil é mais criativo, mais moldável pela afectividade que nos caracteriza, a nós e a eles: pegam numa palavra, por mais invariável que a gramática diga que ela é, e acrescentam-lhe um sufixo que a torna mais saborosa. Apesar de abusarmos dos diminutivos, nós não dizemos “nunquinha” para tornar “nunca” mais definitivo, nem “unzinho”, bem mais terno que “só um”, para pedir um beijo ou um abraço…Bem que o Guimarães Rosa soube levar às suas últimas consequências expressivas as potencialidades em que a nossa língua é rica. Também outros escritores africanos de língua portuguesa o fazem hoje em dia, e nós deliciamo-nos com o sabor que a nossa língua tem com esses condimentos.
    Pouco fazemos para cultivar esses contactos enriquecedores. Até os livros pouco ou nada circulam – os nossos, lá e os deles, cá – por razões monetárias : é que a venda dos livros é um negócio , como o de qualquer outro produto, e quando essa circulação não é rentável, não acontece. Teria que haver uma porfiada política cultural para acudir a essa situação.
    Quando descobrimos essas terras , éramos poucos para as povoar. Agora estão povoadas, não somos é capazes de praticar a nossa irmandade. Não basta proclamarmo-nos nações irmãs.
    Temos, por outro lado, de dar aos portugueses de segunda geração espalhados pelo mundo o brio de pertencerem a essa língua-pátria e condições para praticarem a sua cultura. É uma árdua mas importantíssima tarefa.
    A ortografia é um problema menor. Pessoa queria restabelecer a antiga ortografia com base etimológica. Sou inteiramente contra. Uma das razões por que o Francês perde alunos é a tremenda dificuldade que a sua ortografia –etimológica – põe aos aprendizes da sua escrita. A ortografia é sempre uma convenção. Convencionemo-la, pois, da forma mais simples e sensata. Sem pruridos nacionalistas, com tem acontecido
nos nossos tormentosos acordos ortográficos com o Brasil.
   Uma coisa é certa: o nosso futuro está nessa grande pátria mestiça que, através da língua, podemos ser. E a mestiçagem é sempre enriquecedora, quer se trate da língua, do sangue ou dos géneros literários.

domingo, 26 de junho de 2011

Esculturas do artista Rinoceronte


Pessoa sentado na Brasileira

 

Álvaro de Campos & Fernando Pessoa



Fernando Pessoa




Fernando Pessoa





Álvaro de Campos




«O Monstrengo»




Fernando Pessoa e seus Múltiplos Eus




Dr. Francisco Silva Gomes, Teresa Rita Lopes, Ricardo Marques, Miguel Roza, Nuno Ribeiro 





Cláudia Souza, Teresa Rita Lopes, Nuno Ribeiro





José António Costa Ideias, Luísa Medeiros, Madalena Dine



Nuno Ribeiro, Maria João Serrado, Manuela Nogueira






José Xavier, Teresa Rita Lopes, Ricardo Marques, Maria João Serrado





Maria do Sameiro Barroso, Miguel Roza




Carla Gago



Cláudia Souza


Maria do Sameiro Barroso, Manuela Nogeira, Teresa Rita Lopes, Isabel Murteira França, Maria do Céu Estibeira




José Xavier, Maria João Serrado

quinta-feira, 2 de junho de 2011

PROGRAMA DEFINITIVO


Jornadas do Instituto de Estudos sobre o Modernismo – IEMo - 2011

«MODERNISMOS E MODERNISTAS»

20 e 21 de Junho | FCSH - UNL
Edifício I&D - Sala Multiusos 2

Avenida de Berna, 26-C | 1069-061 Lisboa

- ENTRADA LIVRE -

1º Dia

Manhã
9:30-10:00: Sessão de Abertura: Teresa Rita Lopes
10:00 – 11:20:
- Teresa Rita Lopes – Pessoa, Livre Pensador
- Cláudia Souza – Pessoa e os Estudos sobre Psiquismo Humano – vestígios no espólio
 - Moderador: Nuno Ribeiro
11: 40 – 13:00
- Madalena Dine – Fernando Pessoa e Camilo Pessanha
- José António Costa Ideias - «Kostas Uranis e a Cultura Portuguesa dos anos 20»
 - Moderadora: Luísa Medeiros

Tarde
14:30 – 15:50
- Manuela Nogueira – Instalar, Contestar, Pensar 
- Nuno Ribeiro – Pessoa, Filósofo
 - Moderadora: Maria João Serrado
16:20 – 18:00
- Ricardo Marques – Monólogos Dialogantes – Publicações Periódicas do Modernismo Lusófono, Literário e Artístico
- José Xavier – O Que é uma Imagem Pessoana?
- Maria João Serrado - «Retratos Polémicos do Fernando», 1986 – uma exposição de Michael Barrett
 - Moderadora: Teresa Rita Lopes

18:00: Lançamentos
- Revista On-line: Modernista - Apresentação: Teresa Rita Lopes
- Fernando Pessoa, Contes, fables et autres fictions (edição de Teresa Rita Lopes) - Apresentação: Ana Maria Freitas

19:00: Exposições: Apresentação de Ricardo Marques e Maria João Serrado
- Exposição de fotografias de Claire Xavier inspiradas no Livro do Desassossego
- Exposição de Pessoa em pasta de papel da autoria de Rinoceronte
2º Dia

Manhã
10:00 – 11:20
- Maria do Sameiro Barroso, Miguel Roza Dias – Fernando Pessoa - Loucura, Mito e Mistificação da Realidade
- Luísa Medeiros – O Novo Sebastianismo de Pessoa
 - Moderador: Nuno Ribeiro
11:40 – 13:30
- Carla Gago – O Género Dramático em Fernando Pessoa. Contextualização de uma Poética
- Ana Raquel Roque – Crítica Ficcional ou Ficção da Crítica no Universo da Heteronímia Pessoana
- Donzília Felipe – Marcas da Infância na Poesia de Fernando Pessoana na obra "O melhor do mundo são as crianças" de Manuela Nogueira.
 - Moderadora: Sílvia Costa

Tarde
15:00 – 16:50
- Manuela Parreira da Silva – Entre Fátima e Trancoso: a propósito de um projecto inédito de Fernando Pessoa
- Ana Maria Freitas – Do Cais das Colunas vê-se o universo
- Anabela Almeida - «A arte de amar é exactamente a arte de ser poeta» - As cartas de Cecília Meireles a Armando Cortes-Rodrigues
 - Moderadora: Maria João Serrado
17:10 – 18:30:
- Sara Afonso, Sílvia Costa Modernismo Online: Arquivo Virtual da Geração de Orpheu – linhas de um projecto
- Luisa Monteiro - «O Marinheiro» Álvaro de Campos? 
 - Richard Zenith – Quem os Deuses Amam – John Keats e Fernando Pessoa
Moderador: Teresa Rita Lopes
18:30 – Momento lúdico - «Manifesto Anti-Dantas», de Almada Negreiros por Luís Marreiros, Encenação de Luísa Monteiro (Umbresco Teatro/CTC)

Durante as Jornadas estará patente uma exposição-venda das obras dos
investigadores do IEMo 

Comissão organizadora

Teresa Rita Lopes | Cláudia Souza | Nuno Ribeiro | Maria João Serrado